Nem todo choro é fome.

O que você vai ler neste artigo:

Vocês acabam de deitar na cama para dormir. Não dá nem 5 minutos e…

O bebê chorou!

Aí o papai diz: “Amor, ele quer mamar…” 

E lá se vai mais uma vez a mamãe.

Passadas 1 ou 2h, adivinha? O bebê chorou.

O que antes foi um comentário, agora é quase intuitivo. 

O pai já pensa: “é fome…”

A mãe já pula da cama quase que num movimento acrobático para ir dar de mamar.

E assim passam-se dias, meses, até anos.

De repente, durante o dia também é assim. Chorou, é fome.

E assim o pai presente já não está tão presente assim. O bebê já não o reconhece como um cuidador. Não se acalma em seu colo, e adivinha? Entrega para a mamãe.

“Nossa, esse bebê só se acalma com a mãe, né?” Porquê será?

E depois ele faz 2, 3, 4 anos. E ainda só se acalma com a mãe. E olhe que nem toma leite materno mais, hein?

Nem todo choro é fome.

O vínculo com a criança se cria desde a barriga da mãe. Quando bebê, o homem tem inúmeros convites para se aproximar e se conectar. Geralmente esses convites são rejeitados.

A criança cresce um pouco mais, e outros convites são feitos: Choro, birra, brincar, rotinas, cuidados, datas especiais. E também são rejeitados.

Sem perceber, a criança passa a ter somente uma cuidadora. E a mãe se sobrecarrega. E a criança cresce sem uma referência masculina próxima…

O resto é história.

Claro, a mãe é o porto seguro, é uma conexão celular com a criança. Sempre será. E isso não invalida a criação do vínculo emocional com o pai, principalmente nestas situações onde o bebê clama por acolhimento, colo, carinho, afeto. 

O pai também tem o arquétipo feminino. Só preciso permitir que ele se manifeste. E todos ganharão com isso.

Papai, nem todo choro é fome, ok? Pode pegar no colo que não dói 😉

Com afeto,

Roberto Publio

Homens,

coloquem a paternidade no centro de suas vidas! Não haverá nada mais importante do que isso.

Nossos filhos e o mundo agradecem. 

;)