Rompendo bolhas com (e para) nossos filhos

O que você vai ler neste artigo:

Frequentemente sentimos que estamos carregando o mundo em nossas costas. Também podemos achar que sabemos muita coisa sobre o mundo, pois tudo está muito disponível.

Parece que o mundo é o nosso mundo. Tudo que vemos e fazemos representa o mundo.

Aí então resolvemos trocar de trabalho, aprender algo totalmente novo, viver uma experiência inédita, participar de um novo ciclo de amizades. Sermos pais.

E descobrimos um novo mundo, totalmente diferente daquilo que estávamos vivendo. Nem melhor, nem pior, diferente.

E notamos também que o tal mundo é um tanto maior daquele que achávamos ser o todo, que ainda tem muita coisa para aprender, sentir e viver.

Quando nos tornamos pais, nossos filhos passam a viver dentro do nosso mundo. Dentro do nosso universo de conhecimento e possibilidades. Imerso em nosso dia-a-dia. Vivem a vida deles, mas dentro do nosso mundo.

Eu acredito muito na educação para a liberdade. Para que nossos filhos se encorajem e criem discernimento para fazer suas próprias escolhas dentro de um universo amplo de possibilidades.

E acredito ser também nosso papel como pais expandir essa noção de mundo. Romper nossas bolhas para que nossos filhos também possam acessar outras bolhas.

Romper bolhas não é simples. Em nosso dia-a-dia operando no automático, possivelmente seguiremos vivendo em um mesmo sistema por toda a vida. Mesmo que provoquemos algumas mudanças aqui ou ali, ainda sim será o mesmo sistema. 

Romper bolhas é algo que precisa ser intencional. É algo que exige coragem e esforço.

Trata-se de se conectar com uma realidade bem diferente da sua para expandir seu mundo, e consequentemente o do seu filho. Expandir empatia, amor, generosidade, respeito. Fazer a diversidade ser prática. Aumentar a ideia do que é ser “normal” para seu filho. Até que um dia ele entenda que não existe “normal”.

Quer expandir o mundo de seu filho? Expande o seu, e leve-o contigo. Não com a obrigação de pertencer, mas com o olhar curioso do aprendiz, com interesse genuíno por outras manifestações de vida. Talvez seja a maior lição de compaixão, altruísmo e respeito que possa oferecer como pai. E de quebra, você evolui junto.

Que tal visitar rituais de outras religiões diferentes da sua?

E se forem fazer trabalhos voluntários juntos?

Seu filho estuda em escola particular? Participar de iniciativas comunitárias de escolas públicas pode expandir horizontes.

Sentar para conversar com um morador de rua?

Aprender um hobbie novo bem distante de sua realidade? Talvez juntos?

Interessar-se por outras comunidades que sejam diferentes de seu estilho de vida, raça, credo, personalidade?

Enfim, faça do seu jeito. Encontre seus caminhos para se conectar com outras maneiras “normais” de viver a vida em harmonia.

O mundo não é pequeno. Nossa bolha sim.

Permita que seu filho acesse um universo desconhecido. Seja a ponte para este novo lugar.

Com carinho,

Roberto Publio 🙂

Homens,

coloquem a paternidade no centro de suas vidas! Não haverá nada mais importante do que isso.

Nossos filhos e o mundo agradecem. 

;)